Se a vida ao ar livre é fundamental para a saúde do corpo e da mente do ser humano, o que dizer de compartilhar a natureza com os passarinhos? Interessante, não é mesmo? Agora, que tal aderir à prática que está ganhando força no mundo inteiro e também no Brasil: o passarinhar. Continue conosco para entender melhor!

O verbo passarinhar representa um novo estilo de vida, mais consciente e marcado pelo respeito pelo meio ambiente.

Passarinhar nada mais é do que a observação de pássaros livres, em seu habitat natural, onde podem mostrar seu canto e suas cores em todo o seu esplendor. Um verdadeiro espetáculo que já conquistou mais de 50 mil pessoas só no Brasil – e um privilégio de quem tem a natureza como vizinha.

Passarinhar: o verbo que está mudando de significado

O dicionário brasileiro ainda não acompanhou a mudança dos tempos e ainda traz o verbo passarinhar em sua definição antiga: a caça aos pássaros. Entretanto, é justamente o oposto absoluto do que milhares de pessoas ao redor do planeta se propõem, que é observar, catalogar, estudar e fotografar as aves na natureza.

A atividade não é nova, com origem na Inglaterra do século 18. Lá, aliás, o termo birdwatching é bem mais descritivo do que em terras tupiniquins.

A grande diferença é que, hoje, além de pesquisadores e profissionais da área, a contemplação de pássaros conquista pessoas de todas as idades e profissões.

Passarinhar já se tornou um programa que está não só estreitando os laços do homem com o meio ambiente, mas também agregando a família, amigos e vizinhos que compartilham do mesmo conceito de beleza e felicidade. Uma demonstração cada vez maior de que, sim, a verdadeira natureza humana é a da paz.

Brasil reúne 20% de todas as espécies de aves do mundo

São nada menos que 1.919 espécies de aves vivendo em território nacional, 20% de todas as espécies do mundo.

Assim, passarinhar é fazer descobertas praticamente sem limites, principalmente para quem mora ou tem casa de veraneio próximo à mata.

Afinal, quanto mais intocada, com riachos, piscinas naturais e quedas d’água, mais rica a fauna local em um cenário espetacular.

Para se ter ideia, imagine que só a cidade de São Paulo, que é a 14ª mais globalizada do mundo, abriga nada menos que 450 espécies.

E como será então em Analândia, uma Estância Climática? São mais de 200 espécies registradas!!

Com tanta beleza e riqueza em flora e fauna, há várias curiosidades. Algumas espécies são endêmicas, o que acaba atraindo observadores estrangeiros de todos os cantos do globo.

Ao passarinhar, você pode se deparar com o pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa), por exemplo, que só ocorre no Brasil, ama voar por todo o território nacional, mas não bate asas para nenhum outro país.

Estudo aponta que passarinhar faz bem à saúde

Acordar com passarinhos cantando nos galhos próximos sempre parece o prenúncio de um dia feliz. Mas se a imagem já habita o imaginário popular e é recorrente nas telonas, os pesquisadores da Universidade de Exeter (Inglaterra) vão ainda mais longe.

Em 2017, eles conduziram uma pesquisa que mostra que pessoas que vivem em bairros arborizados e com mais aves têm menos propensão a diversos problemas de saúde, como depressão, ansiedade e estresse, por exemplo.

A pesquisa feita com 270 pessoas de idades, etnias e culturas variadas mostrou que o convívio com os pássaros na vizinhança de casa influencia diretamente na saúde mental.

O mesmo estudo mostrou ainda que aqueles que passam menos tempo ao ar livre estão mais sujeitos a problemas de ansiedade e depressão.

Além de ser uma atividade ao ar livre, em pleno contato com a natureza, ao passarinhar o observador está estimulando seus sentidos, como os de visão e audição, e ainda exercitando sua capacidade de concentração, o que se reflete positivamente até na produtividade no trabalho.

Como começar a passarinhar?

Passarinhar é um passeio de reconexão com a natureza, que pode ser feito com qualquer um, de qualquer idade. No entanto, a troca de conhecimento sempre pode enriquecer ainda mais a ocasião.

Por isso, em todo o país vários grupos são formados com pessoas que prestam orientação para quem quer conhecer mais a fundo as espécies ou simplesmente ser guiado em meio ao colorido e musical mundo das aves.

Existem grupos e institutos espalhados por todo o país, principalmente no interior de São Paulo, onde a natureza é tão exuberante. Alguns deles, inclusive, são voltados especialmente para o desenvolvimento de atividades para as crianças.

No entanto, seja em um grupo formal ou informal, há algumas dicas que podem ajudar a tornar seu passarinhar ainda mais interessante.

  • Procure conhecer a região em que vai passarinhar

Se você mora ou tem casa de veraneio pertinho da natureza, com certeza valoriza sua qualidade de vida.

Então, procure saber mais sobre o verde que o cerca, quais as espécies que podem ser encontradas, onde estão as trilhas, as cachoeiras e lagos.

Analândia é uma região riquíssima ecologicamente, um verdadeiro arsenal de boas surpresas para quem tem a vantagem de poder passarinhar perto de casa.

  • Faça uma listinha de seus possíveis encontros

Uma das coisas mais legais de passarinhar é descobrir as espécies. Faça uma listinha das aves que vivem pertinho de você e trace um “desafio”: quantas delas será que você vai conseguir avistar?

Se conhecer um pouquinho mais sobre os hábitos de seus vizinhos alados vai ficar ainda mais fácil procurar e identificar todos eles.

  • Capriche no equipamento

Passarinhar é um esporte, um lazer, uma arte, uma diversão – que pode ficar muito melhor com alguns cuidados. Como com os equipamentos.

Não esqueça de um cantil com água fresca e um lanche leve, mas nutritivo, como frutas e barrinhas de cereal. Afinal, mesmo estando perto de casa a aventura sempre desperta o apetite.

Cada ave tem seu jeito de interagir com os humanos, por isso é interessante que leve uma câmera com bom zoom para passarinhar. Os equipamentos com zoom de 70-200 mm, por exemplo, permitem ótimas imagens a uma boa distância.

Por outro lado, é sempre bom levar um mapinha da região com você. Mas não aposte apenas na tecnologia, leve um bom e velho mapa de papel. Confiar na internet no meio da mata é complicado e o celular sempre pode descarregar.

Por isso, mesmo em trilhas bem sinalizadas, como são as de Analândia, lembre-se de levar um mapa físico da região com você.

  • Não sabe por onde começar? Contrate um guia!

Se você não sabe bem por onde começar e quer um pouco mais de orientação, não fique com vergonha. Contrate um guia ou entre para um grupo já formado.

Além de toques bem interessantes sobre a atividade, você terá mais segurança para trilhar seus passos sozinhos ou com sua próxima turma da próxima vez.

Não esqueça, o contato com a natureza é fundamental para recarregar as energias e recomeçar a semana com uma nova visão dos dias que virão. Invista na sua qualidade de vida e mantenha a paz interior que você merece.

Já que estamos falando em equipamentos, eles também são importantes na hora da cavalgada! Descubra o que considerar na hora de escolher sua bota para andar a cavalo!